Deixa eu te contar como foi que te conheci. Era um domingo
de manhã – domingo de páscoa, que a gente já levanta da cama comendo chocolate.
Abri os olhos com seu pai me dizendo: acorda pra gente tomar café junto, tenho
uma mensagem pra ler. Foi aí que eu soube de você, antes mesmo do café, antes
ainda da mensagem. Fiquei quietinha pra não estragar a surpresa, porque não tem
coisa melhor nesse mundo que a chegada de uma notícia boa. E com todo mundo em volta
da mesa (e o todo mundo desse dia éramos
eu, sua avó, seu avô, sua bisa), o Bruno
e a Helô pegaram o celular e leram a
mensagem: era sua, avisando que estava a caminho. Aí foi um chororô danado. Por
aqui, a gente também chora quando está alegre, porque às vezes a alegria é tão
grande que transborda. A gente transbordava a cada vez que seus pais contavam
de novo da sua chegada, para o todo mundo que faltava ali na mesa. Sua mensagem
foi alcançando nossa família e espalhada entre os amigos, que também
transbordaram de alegria. Seus pais contaram que já puderam te ver pelos
exames, que você abriu as mãozinhas, que seu coração bate ligeiro. Você
está trabalhando bastante por aí, já deu pra perceber. E deve ser por isso que
é só encostar na cama que sua mãe dorme – vocês também precisam descansar, não é isso?
Trabalhe, descanse, aproveite o aconchego,
fique tranquila (o). Daqui a pouco estaremos abrindo os ovos de páscoa
num domingo de manhã. E esse foi o começo que eu lembro, mas se você perguntar
por aí cada um vai contar de um jeito e lembrar de mais alguma coisa. Porque a
vida é assim mesmo: cheia de começos e histórias, que a gente vai ouvindo
diferente quando contada por cada um.
Com amor,
tia Lu
Com amor,
tia Lu
Nenhum comentário:
Postar um comentário